Beber e dirigir: por que a mistura é tão perigosa?
- João Aurélio

- há 3 dias
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O Carnaval, feriadões e encontros com amigos são momentos marcados por comemorações e alegria, mas, infelizmente, também por um dos comportamentos mais perigosos no trânsito: beber e dirigir.
Mesmo com leis rígidas e fiscalização mais intensa, a combinação de álcool e volante ainda representa um risco grave à segurança de todos nas ruas e estradas.
O Brasil e o combate ao álcool ao volante
A chamada Lei Seca, em vigor há mais de uma década, estabeleceu tolerância zero para dirigir sob efeito de álcool no Brasil. Isso significa que qualquer nível de álcool detectado no teste pode levar a punições mais severas para o motorista, incluindo multa pesada e suspensão da habilitação.
Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), os sinistros de trânsito relacionados à ingestão de álcool têm mostrado queda em algumas regiões nos últimos anos, graças à combinação de fiscalização e campanhas educativas.
Mas os números mais recentes mostram um quadro complexo: entre janeiro e novembro de 2025, mais de 3.350 acidentes envolvendo álcool foram registrados nas rodovias brasileiras, resultando em 204 mortes, um aumento de cerca de 14,6% em relação ao ano anterior.
Por que beber e dirigir é tão arriscado?
O álcool afeta funções cerebrais essenciais ao ato de dirigir. Áreas como o córtex frontal e o cerebelo (responsáveis pela coordenação motora, equilíbrio e julgamento) ficam comprometidas após o consumo de bebidas alcoólicas. Isso prejudica diretamente reflexos, tempo de reação e percepção de riscos no trânsito.
Estudos sobre comportamento de risco também mostram que uma parcela significativa dos motoristas brasileiros admite já ter dirigido após beber, com prevalência maior entre homens e adultos jovens.
Dirigir sob efeito de álcool não é apenas um comportamento de risco individual, ele tem impacto coletivo. Acidentes que envolvem motoristas alcoolizados tendem a ser mais graves, com maior número de feridos e vítimas fatais.
Além disso, em situações de fiscalização, a recusa em fazer o teste do bafômetro já é considerada conduta de risco e pode resultar em autuação.
A melhor escolha para quem bebe é simples: não dirigir! Optar por táxi, transporte por aplicativo ou carona segura protege vidas, evita penalidades e faz do trânsito um lugar melhor para todos.
Aqui no João Aurélio, nós nos preocupamos com cada detalhe da experiência de quem dirige, incluindo aquilo que está fora da papelada: a sua segurança e a de todos ao seu redor.




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